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16.7.13

Sarcoma de Kaposi



Em Moçambique, a luta contra a Aids é diária: cerca de 11,5% da população do litoral sul do país africano estão vivendo com o vírus. Muitas dessas pessoas sofrem com complicações relacionadas à sua condição, como o sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer que causa lesões dolorosas que podem desfigurar sua pele. Em Maputo, capital do país, MSF atua em parceria com o Ministério da Saúde para tratar pacientes que sofrem com complicações com essa.

Na tumultuada região de Chamanculo, em Maputo, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) está oferecendo cuidados de saúde gratuitos no Centro de Referência do Alto-Maé (CRAM). O CRAM opera como instalação intermediária entre a principal área do hospital e o centro de saúde primária. Oferece suporte técnico e habilidades à unidade de cuidados de saúde primária no manejo de pessoas com HIV/Aids que apresentem complicações. O CRAM também alivia a pressão sobre o hospital, uma vez que dá vazão à sobrecarga de pessoas. 

No CRAM, há uma unidade de quimioterapia que trata pessoas com o sarcoma de Kaposi. É doloroso para a pessoa afetada e há grande estigma em torno da doença devido às ferimentos que causa à pele. Tais ferimentos são suscetíveis a infecções secundárias, que podem também causar um cheiro adverso.

Embora o tratamento antirretroviral (ARV) seja amplamente acessível na capital urbana de Moçambique, o sarcoma de Kaposi ainda afeta muitas pessoas na região. Isso pode ser consequência da falta de uma detecção precoce da doença: o Kaposi é frequentemente identificado em estágios avançados, quando os pacientes chegam às instalações de cuidados de saúde primária com lesões dolorosas e visíveis. Uma das prioridades de MSF na cidade, além de tratar essa doença desfigurante, é melhorar sua detecção precoce.

Se não fosse pelo CRAM, as pessoas afetadas pelo Kaposi teriam de passar pelos centros de saúde primária da cidade apenas para serem referidas ao hospital, onde talvez precisassem aguardar por horas ou mesmo dias para receber atenção. Não há garantia que nenhuma das instalações estariam equipadas para lidar com esse tipo de complicação, à medida que as habilidades técnicas, ferramentas e medicamentos podem estar em falta nas estruturas de saúde em Moçambique. No CRAM, centenas de pessoas que sofrem com complicações relacionadas à Aids, como o Kaposi, tratamentos fracassados ou coinfecção, são atendidas por profissionais de saúde a cada mês. Atualmente, 400 pessoas com o sarcoma de Kaposi estão sendo tratadas no estabelecimento.

Abaixo, uma pessoa em tratamento para o sarcoma de Kaposi conta sua história:
 
 
Angelina*, 34

“Eu comecei o tratamento em 2007 em outro centro de saúde no norte. Fui transferida de lá para o centro de referência. Quando comecei o tratamento, os ferimentos em minhas pernas machucavam muito. Mas me sinto bem melhor do que antes; não tenho mais dores, mas sinto coceiras o tempo todo. Algumas vezes, eu acordo no meio da noite com a sensação e não consigo mais dormir. Já tive ferimentos em minha pele causados por infecções secundárias ao HIV. Já aconteceu de eu cocá-los a ponto de ver a nova camada de pele embaixo deles. A pele voa como poeira.

Em casa, uso roupas normais, mas nas ruas, ou se vou usar transporte público, me cubro; uso mangas compridas e saias longas por causa das pessoas. Perguntam-me ‘o que você tem?’ e eu não gosto mesmo disso. No ônibus, as pessoas perguntariam sobre a minha condição – com toda a minha explicação, as pessoas saberiam, de toda forma, que é ‘aquela doença’, como nos chamamos – HIV. Minha família sabe que tenho a doença, meu marido, meus primos e amigos, e eles podem me ajudar se eu precisar deles. 
O tratamento não é difícil. É difícil para aqueles que não querem ser tratados. Mas para alguém que quer ser tratado ou quer cuidar de seus filhos, não é. Tenho três filhos em casa. Se você tem uma família para cuidar, você tem de se tratar e melhorar.”

*O nome foi alterado para proteger a privacidade 

13.6.13

La última frontera ambiental


Las vacas son una especie de travelcheck para la gente de Chigubo, en Mozambique. A nuestros ojos, parece absurdo que mantengan unos rebaños que apenas usan para labrar los campos sedientos de maíz y mexoeira. A menudo tienen también una función social, tantas vacas tienes, tanto vales en el escalafón social, y llegan a viejos sin probar la carne que tanto les ha costado ver crecer. Pero cuando vives en un territorio cíclicamente asolado por las sequías, donde la economía monetaria no existiría si no hubiera que pagar la gasolina o los libros de texto de los niños, la única manera de movilizar tu patrimonio y tenerlo siempre a mano es que éste tenga cuatro patas y camine contigo hasta la próxima laguna con agua potable, llegado el caso.

"La gente tiene recursos y no lo sabe. Deben pensar en sus hijos y su alimentación, pueden sacrificar una vaca perfectamente para comer. Este es el cambio que tenemos que conseguir hacer ", sostiene el técnico agropecuario estatal. Eso o abrir el grifo del subsuelo y explotar los recursos de otra manera. África Austral se encuentra ante un momento clave en su historia. Podemos mantener un sistema que ha sabido vivir equilibradamente pero donde hay que incorporar muchas mejoras (agua o alimentación, por ejemplo), o bien prepararnos para atravesar la que probablemente sea la última frontera ambiental.

Las empresas occidentales no dejan de encontrar gas natural en Mozambique. El último yacimiento localizado le supondrá asegurar diez años de abastecimiento a Portugal, a través de la empresa GALP. ¿Recuerdan el último viaje de la Reina Sofía por estas latitudes? Probablemente REPSOL no toque el pastel, pero hay que licuar el gas para transportarlo hacia Oriente, la fábrica del mundo, y eso son negocios para la ingeniería patria: entre la americana Anadarko y la italiana ENI invertirán 52.000 millones de euros, en un país con un PIB de 9.500 millones de euros. Todo para poner en valor unas reservas gasísticas de unas dimensiones igual de alucinantes: solo Mozambique tendría tanto de gas como Libia o Kuwait.

Elijan, la píldora azul o la roja. ¿Hay margen para que mejorando la gobernabilidad del país y la rendición de cuentas esos recursos tengan un impacto positivo en el país? El problema es que la historia es tozuda y convertir capital natural en financiero sin producir nada solo hace menos transparentes y democráticos a los países. Con el carbón, de hecho, ya se está viendo qué puede pasar. En Tête ya han comenzado a desplazar a su población por miles a las poca zonas que no serán explotadas pero que tampoco son aptas para la agricultura. Claro que, para eso, el gobierno y los inversionistas japoneses y brasileños ya tienen un plan: el ProSavana desarrollará megaplantaciones de 30-40 mil Ha de soja y maíz para exportación, en una extensión total de 14 millones de Ha, evidentemente sobre las tierras que ahora sirven para la población local. Los desplazamientos de campesinos en Tête, comparados con los que esto provocará en Nacala serán poco más que una excursión de domingo.
Seguramente algunos han elegido ya por el resto. Cambiarán las vacas por un pasaje para ir a trabajar a esos campos de carbón. Alguien llevará una gran tubería de agua y plantará soja, donde ahora se ve bosque, para alimentar a otras vacas que nunca conocerán, pero que comprarán hechas filetes en un supermercado con el sueldo de mineros. Eso si no se contagian de sida en las minas o una facción revolucionaria inaugura una nueva Biafra. Piense un minuto en todo esto y en la última frontera si celebraron el Día del Medio Ambiente.

 Miquel Carrillo (@MiquelCarr) desde Mozambique.

2.10.12

Mozambique rulers celebrate Marxist roots - in style

(Reuters) - It was billed as a celebration of its socialist revolution, but when Mozambique's ruling Frelimo party marked its 50th birthday this week, Marx came a distant second to Money.
Reflecting their anti-colonial, revolutionary roots, Frelimo leaders pointedly chose a venue in the untamed corner of southern Africa where half a century ago guerrillas launched the uprising that would lead to independence from Portugal in 1975.

But beyond the symbolism of the location, in the northern province of Cabo Delgado, the obligatory use of "Comrade" and the AK-47 rifle that still adorns the national flag, everything at the party congress pointed to the huge wealth accruing to the political elite in the fast-growing energy producer.

The venue itself was a lavish complex of VIP reception rooms and cavernous dining areas, set amid a village of apartment units, two on-site banks and a hospital clinic for 2,000 guests.
Just to the north lies the Rovuma Basin, where U.S. energy firm Anadarko and Italy's Eni are exploring some of the world's biggest untapped natural gas reserves - an estimated 130 trillion cubic feet, or enough to supply Western Europe for over a decade.

To some of Mozambique's 23 million people, the talk of "revolutionary war" by Frelimo leader and President Armando Guebuza - known as "Mr. Guebusiness" on account of his huge commercial interests - rings hollow.

"It is absurd to spend $8 million (5 million pounds) on a week-long conference when people are starving a block away," said Rudiger Franck, a hotel owner and Frelimo party member in Pemba, the run-down seaside town that hosted the seven-day jamboree.

"It gives the impression that the party has lost touch with the reality of life for most of its members."

MINING BOOM
Under its first president, U.S.-educated sociologist Eduardo Mondlane, Frelimo struck out on a Marxist course until 1990 when, tired from civil war and under growing pressure from the West, it renounced socialism.
In the last decade, mostly under Guebuza, Mozambique has become a hotbed of foreign mining investment that has lifted economic growth to 7 percent a year and in 2011 made its currency the strongest performer against the dollar.
Brazil's Vale , for instance, has poured $2 billion into a coal mine in the north-western region of Moatize and plans to invest $6.4 billion in the years to come.
Frelimo says all Mozambicans stand to benefit, yet in a country where the average person scrapes by on $400 a year, the opulence of its congress sends a conflicting message.
"This money never reaches the people. It remains in Frelimo's pocket," said Mustagibo Bachir, a Cabo Delgado member of parliament for Renamo, Frelimo's foe during a 16-year post-independence civil war.

Bachir sees a worrying precedent in the handling of the ruby and timber sectors in the north, which remains one of the country's poorest regions.
"Our people still don't have access to water, food or jobs," he said.
Besides Renamo, Frelimo is also facing opposition from the upstart Mozambican Democratic Movement (MDM), run by the 48-year-old mayor of Beira, Mozambique's second city with a population of half a million people.
Analysts say elections due in 2014 are too soon for MDM to make serious headway, but point to its popularity with young, educated and unemployed Mozambicans as a sign that it could become a force to be reckoned with later in the decade.
(Writing by Ed Cropley; Editing by Robin Pomeroy)

28.9.12

Bugging Out

Earlier this year, scientists from Harvard spent two months documenting insects in Mozambique. This was the first step in a long-term project, led by the biologist E. O. Wilson, to survey all life — and then help restore it — in the Gorongosa National Park, which was nearly destroyed by the country’s civil war. To avoid killing his portrait subjects, one of the entomologists, Piotr Naskrecki, built an open-air studio of white fabric that the bugs were free to flee if they wanted. Some did, forcing Naskrecki to chase them down. Others stayed — perhaps out of curiosity. ‘‘They will look at you, they will judge you,’’ he says. ‘‘They were very suspicious of the camera, and they were very wary of me. I’m sure that none of these animals had ever seen a human. They did not know what to make of us.’’
 
Julie Bosman
 
 
  • INSECT SPECIES RECORDED IN MOZAMBIQUE PROJECT: ABOUT 1,000
  • INSECT SPECIES SEEN: AS MANY AS 3,000
  • SPECIES OF ANTS RECORDED: MORE THAN 200
  • SPECIES OF ANTS RECORDED IN THE COUNTRY BEFORE THE TRIP: 50
  •  

    27.9.12

    Kok Nam: los ojos de Mozambique



    "...La fotografía de Kok Nam está llena de fuerza, dramatismo y denuncia, pero sin caer en el moralismo. Tampoco olvida los momentos alegres de la vida. Durante décadas ha recogido el día a día de un país que buscaba su propia identidad, al mismo tiempo que denunciaba la opresión y la esclavitud, como ocurre con la primera foto mostrada en esta entrada: un grupo de jóvenes trabajadores se lava en las orillas de un río en la provincia mozambiqueña de Zambezia. Estamos en la década de los 70, tras la independencia, y Nam quiere mostrar que, a pesar de ello, el colonialismo no ha terminado y que el nuevo estado mantiene muchas de las antiguas actitudes, contra las que hay que luchar. En todas sus fotos, Kok Nam siempre supo plasmar el día al día del sufrimiento y las alegrías de los hombres y mujeres de Mozambique..."

    13.7.12

    Guerra y Paz

    Estas ultimas vacaciones en la recorrimos las playas de Inhanbane en el sur de Moçambique decidi dejar esa cierta promiscuidad lectora que me sigue desde hace tiempo y tome el desafio de leer "Guerra y Paz" de Tolstoi, una de esas novelas que exigen que uno se quede a vivir un poco en ellas, y entonces a traves de Tolstoi tener la posibilidad de habitar en la Rusia de las guerras napoleonicas, de experimentar la realidad cotidiana del Principe Andrei, el Conde Pedro, Natasha y la princesa Maria, realidades tan ajenas y extranas a las nuestras pero a la vez tan familiares.

    Leer una novela de este tipo en estos tiempos es un verdadero acto de voluntad y si bien por momentos terminar el libro exige esfuerzo, soledad  y una dedicacion importante el tiempo que la novela requiere es ampliamente compensado porque uno sale sintiendose mas fuerte y mejor persona, o al menos entiende un poco mas este mundo.

    Un libro imprescindible

    5.7.12

    Combate aos maus espíritos


    Combate aos maus espíritos no ritual Zione, purificação da mulher de lenço vermelho na praia de Maputo.

    By Carlos Serra

    25.6.12

    El rastreador de Maputo



    Ignacio Elías lleva una sombra pegada al cuerpo que le ayuda a descubrir almejas. La sombra señala alargándose sobre la arena mojada; las dedos escarban, guardan el trofeo en una lata. Podría ser lo contrario: una sombra con un hombre adherido que se despega. La playa está rizada, de marea baja. Debe oler a sal. Ignacio busca almejas pero podría rastrear perlas, sueños enterrados. Desde fuera no se sabe lo que desea un hombre-sombra callado. Podría ser un pájaro de tierra que lejos de aterrizar se prepara para volar. O un hombre-isla abandonado, una isla, un naúfrago.
    Más del 50% de los 23 millones de habitantes de Mozambique vive por debajo del umbral de la pobreza; un 21% carece de trabajo. No parece un buen sitio para construir castillos en el aire. El descubrimiento de yacimientos de carbón y gas pueden ayudar a cambiar una economía lastrada por décadas de guerra civil, cambiar las estadísticas, los grandes números. Una riqueza súbita en un país con tanta corrupción institucional no mejorará la vida a los mozambiqueños, un pueblo rico en palabras inventadas, como las que pueblan Tierra sonámbula y El último vuelo del pelícano de Mia Couto.
    La situación política y la pobreza dificultan los controles sobre el Gobierno y las empresas multinacionales, según denuncia Transparency International. Donde los controles son laxos, hay negocio al por mayor, pelotazo. Nadie pregunta, nadie investiga. Nadie recuerda.

    5.5.12

    “Purificação das viúvas” contestada.

    Judite Mario enviudó a finales de 2009, cuando su marido murió de tuberculosis y como acontece en muchas regiones de Moçambique, Judite fue obligada por la familia de su marido a la "Pitakufa", la ceremonia de purificación de las viudas que generalmente incluye relaciones sexuales con sus cuñados durante varios días.

    La "Pitakufa", o como se la conoce aqui en Maputo y el sur del país "kulhambela", todavía es una costumbre bastante arraigada en zonas rurales de Moçambique y esta semana se ha comenzado una campaña nacional en donde mujeres, activictas de la lucha contra el HIV y hasta la asociación moçambicana de médicos tradicionales, que son los que llevan adelante esta práctica generalmente, luchan y denuncian casos para tratar de detener este tipo de practicas, concientizar a las mujeres y tratar de cambiar conductas dada la alta prevalencia del HIV y la degradación que esto representa para las mujeres.

    “Tinha que manter relações sexuais com o meu cunhado mais novo para voltar a ter uma vida sexual normal. Caso contrário, perderia o lar e os filhos. Não tive opção. Hoje vivo com os meus filhos, porque, depois me recusei a casar com ele (cunhado)”, disse à “Lusa” Judite Mário, residente na província de Manica, centro de Moçambique.

    Generalmente el ritual comandado por el curandeiro elegido por la familia obliga a la viuda a tener relaciones sexuales en distintos lugares de la casa familiar durante varios días y varias veces por día sin preservativo con el hermano o hermanos del fallecido, o alguien designado por su familia política con el fin de purificar a la viuda y asegurarse que pueda volver a tener una vida normal.

    La Associaçao Nacional para o desenvolvimiento Humanitario (ANADHU) conjuntamente con la asociasion de medicos tradicionales han introducido algunos cambios con el que esperan lograr la sustitución de la "Pitakufa" por la "Pitakufa-Tchinda" que consiste basicamente en que los curanderos seleccionaran unas hierbas especiales y se las darán a los cuñados de las viudas con el objetivos de que estos tengan relaciones con sus mujeres al frente de las hierbas y después la viuda pueda utilizar estas hierbas en ceremonias privadas.






    7.3.12

    Messi em português



    Estoy viendo el partido del Barcelona y mientras aguardo el comienzo del segundo tiempo veo algunas de las noticias en la Radio Television Portuguesa - RTP-, donde generalmente hacen una  buena actualización de lo que esta pasando en todas las antiguas colonias portuguesas. Hoy se destacó la visita de la delegación argentina en Angola y por primera vez escuché la voz de Guillermo Moreno quien muy amablemente dialogaba con los periodistas.

    Fue muy gracioso ver y escuchar a Moreno tratando de meter alguna que otra palabra en portugues y pisandose con el traductor. El portugués es muy fácil de entender y de hablar, sobretodo para los hispanoparlantes y muy difícil de perfeccionar. Es todo por momentos tan parecido pero a veces desde una misma raiz surgieron palabras que son casi las iguales pero significan cosas diferentes, o que adquirieron otras connotaciones con el tiempo y estas palabras se conocen con el nombre de falsos amigos.  La gramática es muy similar al español  pero al mismo tiempo hablamos de palabras iguales con ortografía distinta con lo cual puede complicarse mucho escribiendo un email de trabajo.

    El portugues es un idioma en el que no se saluda, sino que comprimenta-se, en el que todo es tudo, también es também y tampoco es tambén não. Los automoviles son carros, los colectivos del trasnporte publico, autocarros, e ir en tren es ir de convoio. Puedes ir así a la selva a ver elefantes, que siempre será floresta aunque no tenga flores y si elefantes, o irte muy lejos a zonas remotas, es decir, al mato.

    La comida moçambicana que más me gusta es el guiso de camarones, el Carril de camarões y mencionar que Camerún también se dice Camarões. No se escribe, sino que escreve-se. No se sale con alguien, sino que namora-se com alguém, por lo que la gente no está enamorada de su novio, sino apaixonada do seu namorado. Existe, como en español, la diferencia entre ser y estar, que se escriben ser y estar, respectivamente.

    Acaba de terminar el partido del Barça, una verdadera delicia con 5 goles de Messi, aunque aquí, en Moçambique, diríamos maningue nice.
     Abraços desde Moçambique
     

    22.1.12

    De padres a hijos

    Solo me gustaría mencionar la incompatibilidad de  tratar de comenzar a leer una novela y jugar con Emilio en la plaza un domingo por la tarde. Camina ida y vuelta al arenero, donde lo espera su padre (yo) que ya se dio por vencido con su libro, y hablamos un poco, pateamos la pelota y miramos el mar. Después, ese café delicioso que sirven en el Cafe del parque, justo al frente del Museo de Historia Natural, el único museo del mundo que tiene una colección de fetos de elefantes. 

    22.11.11

    O crocodilo



    Según el periódico "Noticias", en las margenes del río Meculumba, en el districto de Memba en Nampula habita un cocodrilo que se cree que es el responsable de la muerte de 5 personas. Los habitantes del lugar creen que el animal esta poseído por la magia negra ya que durante uno de los ataque se lo ha visto con pedazos de tela blanco y rojo en su pezcuezo. Las autoridades del lugar han acudido a los médicos tradicionalistas del lugar para tratar de remediar la situación.

    Más detalles, aquí.


    3.11.11

    Cosas que pasan una quinta feira

    Me levante a las 6:43 de la mañana.
    Trabaje toda la mañana en tratar de justificar el incremento del presupuesto para las actividades para el año que viene. Almorcé con un amigo, hicimos un café antes de volver a trabajar.
    Leí algunos emails, leí en el periódico que muchos mozambicanos continúan bañándose en el Zambezi a pesar de que hubo un gran incremento en el numero de cocodrilos, de que mozambique es uno de los peores 4 países del mundo para vivir según el reporte del índice de desarrollo humano publicado por la ONU y de como los integrantes del G20 casi linchan al presidente griego por tratar de hacer un referéndum sobre si vale la pena seguir en el euro o no. Ellos, los padres de la democracia.
    Volví a leer otros emails, se destacaba uno de un gran amigo que esta trabajando en París notificandome de que el departamento medico de la sede francesa de la organizacion en la cual trabajo habría una vacante, me pide que escriba una carta de motivacion y que me presente a concurso, que las chances son muy grandes. Pienso los siguientes 45 minutos de como debe ser vivir en Paris, caminar con E y Emilio por esas calles. Vuelvo al trabajo, respondo algunos emails, escribo un perfil de puesto para un nuevo medico. Vuelvo al informe de la ONU, veo que en el ultimo lugar es la república democrática del Congo, Niger y luego Mozambique. Imprimo un mapa, este fin de semana Emilio cumple un año y para festejarlo nos vamos de safari al parque Kruger. Vuelvo a casa y vamos todos al supermercado pensando comprar dos o tres cosas y terminamos gastando el doble de lo que pensábamos. Volvemos a casa, cenamos, Emilio se duerme mientras yo escribo estas lineas.

    Algo parecido a la vida.

    27.9.11

    Sharing Burdens of Living With AIDS

     
     
    NKONDEDZI, Mozambique — Rogerio Bernardo slung a black satchel over his  shoulder and waited by the roadside in the morning mist for a bush taxi.  In dusty wingtips, frayed pants and a gray pinstripe suit coat so big  it swallowed his slender frame, he looked like any peasant farmer  dressed up for a trip to town.        
    In fact, Mr. Bernardo, who has AIDS, is in the vanguard of a promising new effort to reverse one of the most worrisome trends in treating the disease: the growing number of patients across Africa who fail to collect their lifesaving antiretroviral medicines.  

    The simple solution devised by Dr. Tom Decroo, a Belgian physician working here in Tete Province for the aid group Doctors Without Borders, was to organize patients into groups of six. They would then take turns making the monthly trip to pick up refills, cutting the number of times each had to go to town — to just two a year, from 12.

    A two-year test of his brainstorm here in Tete, comparing about 300 of these groups with patients who continued going alone, found that almost none of those in the groups stopped taking their medicines and only 2 percent died, according to results published in The Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes. By contrast, 20 percent of the other patients quit treatment or died.

    “No one abandons treatment in the group,” said Inocencio Alface, a talkative, slightly built farmer who has become Nkondedzi’s champion for people with AIDS and leads one of the village’s four patient groups. “We give each other courage.”

    On a recent morning, it was Mr. Bernardo’s turn to go to town. Before he joined the group, if he was short of cash for taxi fare he needed to hike four hours through the bush to the district hospital in Zobue.
    But as his group huddled against the chill, each member contributed 15 meticais, or about 50 cents, for taxi fare. They also counted out their leftover pills and noted the tally on their medical cards, so a clinician could tell whether they had taken the previous month’s pills. Mr. Bernardo tucked the cards into his satchel.
    As he watched the express taxi go by, waiting for a slower one to save 35 cents on the fare, village life floated past him through the mist — women balancing buckets on their heads, men on bicycles with jangling bells, schoolchildren carrying stalks of sugar cane as long as fishing poles.

    When the bush taxi finally arrived at 7:50 — it was just a pickup truck loaded with people and bags of charcoal — Mr. Bernardo clambered in for the 18-mile ride.

    The study of this new approach also found that it profoundly lightened the load on the health professionals who are one of this poor country’s scarcest resources, sharply reducing their caseloads at public hospitals and clinics — and, health economists say, trimming the cost of treatment.

    “We went up there and were blown away,” Dr. Kebba Jobarteh, who heads the H.I.V. care and treatment program in Mozambique for the United States Centers for Disease Control and Prevention, said after his visit to Tete. “We met five groups. They were amazing. This is a potential game changer for H.I.V.”
    Dr. Decroo acknowledged in an interview that the study design for his approach did not produce as high a quality of evidence as a randomized trial would. And Dr. Tim Farley, an AIDS expert with the World Health Organization who was not involved in the research, cautioned in an e-mail that because the program was limited to clinically stable patients, the comparison with other patients might be skewed.

    But Dr. Farley added, “Reducing the health-system burden from these patients is fantastic and allows the scarce clinical resources to be used for more complicated patients.”
    The shifting of responsibilities for AIDS treatment from doctors to nurses to community health workers and even patients has been necessitated by Africa’s extreme shortage of medical professionals. Mozambique has only 2.7 doctors per 100,000 people, according to World Health Organization estimates; the United States has 100 times that.

    When Doctors Without Borders began providing antiretroviral drug treatment to AIDS patients here in 2003, there were fears that illiterate rural Africans would not take their medicines properly. Before the expatriate doctors would even prescribe the complicated combination therapy, patients were required to show up on time for eight appointments. For the sickest, poorest patients, the bar was impossibly high. “Before the eight consultations were done they would die,” Dr. Decroo recalled.

    The rules for AIDS care have eased greatly since then, but Dr. Decroo became convinced that they needed to change even more. Though more than six million people are on antiretrovirals in developing countries, the United Nations estimates that nine million patients who need them are not getting them.
    “If you wait to have enough doctors and nurses to treat everyone, how many generations have to die?” he asked.

    Dr. Decroo had his “aha” moment in 2006 while reading a paper co-written by Wim Van Damme, a professor at the Institute of Tropical Medicine in Belgium, who argued for a radical rethinking of how to deliver AIDS treatment in poor countries, shifting some tasks to patients. The professor described how people in rich nations with asthma, diabetes and other chronic diseases had become involved in managing their illnesses, and AIDS patients, too, were a potential resource in Africa, he wrote. “It was like a thunderbolt from the sky,” Dr. Decroo said. The idea of patient groups leapt into his mind.

    The government of Mozambique has been so encouraged by Dr. Decroo’s approach that it has decided to test it in every province this year. “When patients are organized in these small groups, they’re not ashamed anymore,” said Rosa Marlene, a senior official in the medical assistance department that oversees AIDS programs. “People start respecting them because they’re stronger.”
    In Nkondedzi, some groups, including Mr. Bernardo’s, do not hide the fact that they are H.I.V.-positive, but neither do they flaunt it. They join for practical reasons: to save money and time.
    But the groups have also brought leaders like Mr. Alface and his wife, Margarida Isaque, to the fore. At a village meeting, Mr. Alface rose to speak. “I broke the silence,” he said. “I told them: ‘I’m taking antiretrovirals. If you see I’m healthy, it’s because of that. All those who feel in the same situation, come close to me and we will try to help each other.’ ”

    Many villagers have privately approached him, and about a dozen have joined groups as a result. But Azesta Vasco came too late. She suspected that her daughter, Cesaltina Pedro, a 27-year-old with two young daughters, was sick. Ms. Pedro confided to Mr. Alface that she had AIDS and had quit collecting her medicines because she was too ashamed to tell her mother she was infected or to ask for money for taxi fare.
    He got Ms. Pedro to the hospital, but she died a week later. Her two sad-eyed little girls sat with their grandmother recently in front of their hut. “She lacked money and encouragement,” Mr. Alface said.
    He and his wife are now trying to fight the stigma that drives people with AIDS to hide their disease. Ms. Isaque’s nostrils flared angrily as she described a recent incident when a drunken man, in front of other villagers, said she had AIDS. Such accusations are against the law in Mozambique, and she and her husband went to the village court, demanding justice. The offender was ordered to pay her about $20 and to apologize.

    The village chief, Aviso Supinho, said that Mr. Alface and Ms. Isaque had raised awareness about AIDS in Nkondedzi and that the groups had improved villagers’ lives. “If I’m sick and isolated, kept at home, I’m considered a dead body, though still breathing,” Mr. Supinho said. “But when a person is in a group, he feels, ‘I’m sick, but I count.’ ”

    El articulo original mencionando el trabajo de MSF en Mozambique, en el "New York Times"

    20.9.11

    terça-feira

     Crater de Ngorongoro, Tanzania 2007- picture by me.


    Hoy Trabajé hasta las 18:47, hora en que cerré la oficina después de ver a E. y Emilio por skype y escribirle un email a M. ya que mañana tiene un día importante y quería estar presente de alguna manera. Ya en casa vi television, comí y leí un rato 2666. Prendí el ordenador y pensé en este texto que quería escribir, solucione algunos pendientes y reflexione bastante sobre mi vida afectiva y laboral mientras volvía al texto de Bolaño. 

    Mientras ceno leo el periódico "O Pais" donde se destacan la baja de la mortalidad infantil en Mozambique- hoy en Mozambique de cada 7 niños que nacen vivos, uno va a morir antes de cumplir los 5 años-, el crecimiento de los campos de refugiados en el norte del país producto de las migraciones de somalies provenientes del cuerno de África, la confirmación que fueron 17 los atletas etiopes que están fugados durante los jogos africanos y el freno judicial que sufrió una compañía africana al tratar de importar preservativos chinos a Mozambique para ser distribuidos por el ministerio de la salud, el fallo justificaba la negativa mencionando que los preservativos chinos no presentan el tamaño adecuado- son pequeños- para los estándares africanos y se corría el riesgo de que se rompan o que directamente no fuesen utilizados.

    Mas tarde leí la contratapa del periódico que, lejos de parecerse a las de Juan Forn los viernes en Pagina/12, mencionaban a grupos de hienas que frecuentan por la noche los dos cementerios de la ciudad de Nampula en busca de restos humanos. Después de reflexionar un poco más sobre los aspectos oscuro de mi persona, pensé en hienas zombies y en la posibilidad de escribir un cuento.


    16.9.11

    Sexta feira

    Me levante muy temprano.
    En la manana trabaje en algunos reportes pendientes y en la orden de farmacia para el anio entrante. Recibimos la visita de una medica colombiana que trabaja aqui desde hace muchos anios, me ayudo a entender algunas cosas.
    Almorcé un guiso mientras leia el periódico.
    Dentro de los titulares se destacaban:
    -         La mitad de las empresas moçambicanas, unas 30.000 aproximadamente no tributan impuestos al Instituto de seguridad social.
    -         16 atletas etíopes que llegaron para participar de los juegos africanos se fugaron de la villa olímpica, se presume que trataran de ingresar a Sudáfrica.
    -         3 norteamericanos fueron detenidos en el aeropuerto de Nampula, al norte del país por tratar de ingresar a Moçambique con armas de guerra, en su declaración manifestaron que vinieron con la idea de recobrar un barco indio secuestrado frente a las costas de Moçambique y Tanzania por presuntos piratas.
    -         Se comenzara con los ensayos clinicos para una vacuna contra el HIV/SIDA.

    Asi las cosas en Moçambique en esta sexta feira.

    12.9.11

    Semana 4 en Moçambique

    Uno. El sol desde temprano dispara sus rayos y todo es luz y brillo. Todavia sigo buscando a E. a mi lado y tratando de escuchar a Emilio. Afuera ladran perros. Me levanto.
    A primera vista en mi habitacion veo algunos  lapices de colores, una libreta Moleskine y algunos papeles desordenados. Mas atras en la misma mesa de luz descansan  “2666” de Roberto Bolano y “Austerlitz” de W.G. Sebald. El Boarding pass del vuelo 807 Zurich-Maputo marca la pagina 601 de “2666” en donde se puede leer que un aleman radicado en Mexico, llamado Haas, niega las acusaciones de los policias judiciales con respecto a la violacion y posterior asesinato pero reconoce haber tenido trato Estrella Ruiz Sandoval durante sus dias en Santa teresa. El tamano y peso de “2666” por momentos abruma y una de las unicas marcas que hice sobre el libro, un pequeno doblez sobre al borde superior de derecho de la pagina, es el momento que tras una conversacion con un farmaceutico aficionado a la lectura,  Amalfitano, uno de los protagonistas de la novela, reflexiona com indisimulada decepcion sobre el prestigio de las novelas breves, perfectitas (mencionan a Bartleby, el escribiento, de Melville, o la metamorfosis, de Kafka) en perjucio de los novelones, extensos, ambiciosos (Moby Dick, El proceso). “…Que triste paradoja, penso Amalfitano. Ya ni los farmaceuticos ilustrados se atreven com las grandes obras, imperfectas, torrenciales, las que abren camino en lo desconocido. Escogen los ejercicios perfectos de los grandes maestros. O lo que es lo mismo: quieren ver a los maestros en sesiones de esgrima de entrenamiento, pero no quieren saber nada de los combates de verdad, en donde los grandes maestros luchan contra aquello, ese aquello que acoquina y encacha, y hay sangre y heridas mortales y fetidez…” (pag 289-290)

    Dos. Tengo, creo, algunos kilos menos, el cabello mas largo y una barba com algunas canas. En las cuatro semanas en las que llevo aqui luego de mencionar Argentina  lo de siempre en africa, asia o la luna.

     - Sos de Argentina?; Maradona!

    Definitivamente Maradona es lo único que se conoce de la Argentina. Maradona es la Argentina y el resto es el limbo o la nada misma. Lo real, lo tangible es Maradona y Messi todavia sigue siendo un conato, una explosion que los obsecuentes del gordismo lo quieren acabar cuanto antes. Esta semana vi una noticia de Carlos tevez en el periodico donde manifiesta su deseo de terminar su carrera en Boca Juniors. Tambien vi Bom O Bom en el supermercado y anoche cuando fui un rato al estadio de la Universidad donde se estan desarrollando los X jogos africanos, disfrute de un apasionante macht de Hand ball entre los equipos femeninos de Congo Brazaville y Madagascar, vi un nino con la camiseta del Kun aguero. Tal vez no todo este perdido despues de todo.

    Tres. Ya estoy en el proceso de habilitacion definitiva por parte del Colegio Medico Moçambicano y el Ministerio de Educacion. La semana tres en Moçambique transcurrio en Lichinga, capital de la provincia de Niassa en el extremo norte del pais donde tenemos un proyecto funcionando desde hace unos anos. En la ciudad hay una mezquita, un avion semidestruido que luego de un aterrizaje forzoso el municipio construyo un parque a su alrededor y una familia siriolibanesa que tiene una panaderia y la unica maquina donde se pueden tirar un cafe expreso decente en el pueblo. Esa semana en el hospital asisti a los pases de guardia y hay colegas cubanos, koreanos y rusos viviendo y trabajando en Lichinga desde hace anos producto de numerosos convenios entre paises socialistas. Ni los cubanos ni los koreanos del norte quieren volver. Uno de los dias camino al hospital vimos una camioneta, grande, con una gran estructura de metal. Pregunto de que se trata y me responden que en norte de Moçambique se pueden hacer safaris de caza y la camioneta esta especialemnte disenada para la caza de elefantes. Matar un elefante de los que deambulan enre el norte de del pais y Malawi cuesta 50.000 Nuevos meticaiz, algo asi como 1500 uss. Este semana salio publicado en una revista cientifica el case report de 2 cuidadores de elefantes que murieron de tuberculosis, luego murio el animal producto de al misma enfermedad. El diagnostico se puede hacer haciendo un lavaje especial en los conductos nasales de la trompa del animal. Hablo com el director del departamento de salud de Lichinga, hablamos de los 96 ninos fallecidos por desnutricion aguda pero el me corrige diciendo que fueron casos de desnutricion cronica, que en la provincia se calcula que el 46% de los chicos esta debajo de los percentilos de crecimiento normal. Cambia de tema y me cuenta de la campana de vacunacion masiva que tienen que hacer para combatir el reciente brote de polio en Moçambique. Veo las cajas que usaran los vacunadores y se lee algo asi como “Kick polio out of africa” y abajo de ve un jugador de futbol pateando un balon. Se parece a Maradona. A veces me asombro a mi mismo.

    Cuatro. En las notas de la primera edicion de “2666” Ignacio Echeverria comenta algunas de las notas postumas de Bolano, hay una de ellas com la indicacion “para el final de 2666”: “Y esto es todo, amigos. Todo lo he hecho, todo lo he vivido. Si tuviera fuerzas me pondria a llorar. Se despide de ustedes, Arturo Belano”.

    Entonces, adios.

    27.8.11

    Sabado

    Hoy me levante tarde ayer fue un dia complejo en el trabajo.
    No habia agua en el departamento, desayune y lei un rato 2666. Esta bueno, bueno. Ordene algunos papeles del trabajo y fui un rato a la playa.

    Anoche vi la nueva pelicula de los simios llamada  "The Rise of The Planet of the Apes" en donde una de las malditas companias farmaceuticas que manejan el mundo desarrolla una droga en la que aplicada a un dulce chimpance el mono pasa de comer bananas y jugar con rompecabezas a encabezar una revolucion. Mas alla del argumento de la peli es interesante ver como el monito descubre la amistad, el amor, la traicion, el engano  la violencia y la conciencia de muerte. Entiende como funcionana las relaciones de poder y cuando llega el momento de cuestionarse las ventajas y/o desventajas de ser un ser superior llegan los helicopteros, los tiros y los efectos especiales al mejor estilo americano y todo se va al carajo.

    Hoy tal vez vaya al Centro Franco Mozambiçano, musica en vivo con un homenaje a Elis Regina. Manana viajo al projecto de Lichinga, region ubicada entre Malawi y Tanzania.
    Au revoir!